Filmes para reflectir com a liberdade de imprensa

Numa semana marcada pelo dia da Liberdade de Imprensa (3 de Maio), a Revista Carga preparou para si três filmes que retratam o trabalho jornalístico nas várias vertentes, desde os géneros a ética profissional.

Dos três, dois retratam casos verídicos, casos que marcaram o cenário jornalístico no mundo.

Filmes para reflectir com a liberdade de imprensa
Conspiração e Poder (Truth)

Filme baseado numa história real. Em 2004, Mary Papes produtora do renomado programa jornalístico “60 Minutes”, da rede CBS, descobre uma pista de que o então presidente George W. Bush teria sido um dos muitos jovens que usou de altos contactos para “fugir” da guerra no Vietname, na época do conflito.

Ela monta uma equipa para investigar e depois de concluída a reportagem exibem em horário nobre. No entanto, a falta
de credibilidade de uma das fontes arruína a reportagem e coloca em “desgraça” toda a equipa que é praticamente banida do mundo jornalístico.

Filmes para reflectir com a liberdade de imprensa
Todos os homens do presidente

Provavelmente o caso mais conhecido entre os três. Retrata o famoso caso “Watergate”, que originou a saída do poder do Presidente norte-americano Richard Nixon, em 1972. Uma aula de jornalismo, particularmente no género reportagem.

Dois repórteres do Washington Post pesquisam sobre o roubo de 1972 da Sede do Partido Democrático no condomínio Watergate. Com a ajuda de uma fonte misteriosa, os dois repórteres fazem uma ligação entre os assaltantes e um funcionário da Casa Branca.

Filmes para reflectir com a liberdade de imprensa
Faces da Verdade

A velha história se o jornalista tem ou não a obrigação de divulgar as fontes. Há casos em que deve divulgar ou não?

Pensando no Prêmio Pulitzer e na possibilidade de derrubar um presidente, a jornalista política de Washington D.C Rachel Armstrong escreve que o Presidente ignorou as descobertas de uma operação secreta da CIA, ao ordenar ataques aéreos contra Venezuela.

Rachel aponta Erica Van Doren como a agente que tratou do processo, uma mulher cuja filha estuda na mesma turma do filho de Rachel. O governo logo pressiona Rachel a dizer quem foi a sua fonte. Ela é detida por desobediência quando se recusa e é acusada por atentado a segurança nacional. Deve ou não divulgar a fonte, “quid iuris”?

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