Apesar de todo o sucesso que fizeram, Kalibrados só receberam 100 dólares de direitos autorais

É inegável o protagonismo que os Kalibrados tiveram na música nacional. O grupo é um dos que mais contribuiu para o Hip Hop angolano. O facto curioso é que, apesar de todo esse sucesso, em Angola os Kalibrados apenas receberam, até hoje, o equivalente a 10 mil Kwanzas ( câmbio de então) de direitos autorais pelo seu trabalho.

É, com certeza, uma informação difícil de digerir, se olharmos para a repercussão dos álbuns Negócio Fechado e Cartas na Mesa, mas foi o que realmente aconteceu, isto segundo Vui Vui. O rapper revelou ontem à Carga que, desde 2004 até agora, o grupo só recebeu cem dólares de rendimentos autorais pelos seus trabalhos.

No auge da carreira, o grupo inscreveu-se na União Nacional dos Artistas e Compositores, onde também declarou suas obras, em 2004. Depois disso, registou-se na Sociedade Angolana de Direitos de Autores e, até hoje, dos três álbuns apenas viu cem dólares.

Entretanto, a Sadia afirma que o grupo não está registado na sociedade de gestão colectiva, e por isso não confirma esta informação. E agendou para as próximas semanas uma reunião com o artista para abordarem sobre este e outros assuntos ligados ao grupo.

Segundo OG Vuino, no fim de quatro anos após o registo das músicas, foram chamados para receberem os retroactivos. Para surpresa do grupo, no envelope havia apenas cem dólares, desde aquela data nunca mais foram convocados, por esta razão, acha interessante que a Sadia continue a desenvolver palestras, `a semelhança do que aconteceu ontem e hoje no Edificio da Extensão Universitária da Universidade Católica, para esclarecer estes e outras inquietações. OG Vuino mostrou-se disposto a dar o seu contributo para ajudar a organização.

“Houve uma altura que eles chamaram-nos para ir buscar, isto entre 2007 e 2008, chegámos lá, não havia sequer uma tabela, uma instrução, só havia uma nota de 100 dólares e de lá para cá nunca houve uma continuidade, um porquê. E isso não é só um problema dos Kalibrados, seria igual para o Sebem, Army Squad”, critica.

Contudo, as alegações de Vuino não podem visar a Sadia, diz o director da Sociedade Angolana de Direitos de Autor, porque, continua Lucioval Gama, a organização que dirige atribui 85% do valor cobrado aos artistas. Por outra, os Kalibrados não estão inscritos na Sadia, mas sim na Sociedade Portuguesa de Autores, através da editora EMI.

“Eles não estão inscritos na Sadia, infelizmente. As suas obras estão inscritas na SPA, através de uma editora que se chama EMI. Esta editora é que licenciou todas as obras dos Kalibrados e não se sabe com que acordos, entretanto Vui Vui  nas próximas semanas estará no escritório da Sadia e vamos clarificar bem este assunto”, explicou aquele director.

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