O atleta brasileiro e a cantora colombiana são acusados de sonegação de milhões de euros em impostos
O Ministério Público de Espanha determinou, na passada sexta-feira, 29, a prisão da cantora colombiana por 8 anos e do jogador de futebol brasileiro por dois anos por çamento terem sonegado milhões de euros em impostos.
Shakira é acusada pelas autoridades de Barcelona de fraudar 14,5 milhões de euros (mais de 6 mil milhões em kwanzas) do Tesouro espanhol entre 2012 e 2014. Neymar é acusado por fraude e corrupção em sua contratação pelo FC Barcelona.
O Ministério Público de Barcelona pediu ainda o pagamento de uma multa de cerca de 24 milhões de euros (cerca de 10 mil milhões de kwanzas) para Shakira.
De acordo com a agência de notícias AFP, a sentença de Shakira foi decretada após ela se recusar a fazer um acordo com o MP, na última quarta-feira. A cantora se declara inocente. Agora o Tribunal de Barcelona irá decidir e abre um julgamento para a artista.
O documento que pede a prisão de Shakira acusa a cantora de ter usado uma “estrutura corporativa” criada anos antes para evitar o pagamento de impostos na Espanha nos anos de 2012, 2013 e 2014.
Shakira afirmou em nota que “o Ministério Público tem insistido em recolher o dinheiro ganho em [suas] turneés internacionais e no ‘The Voice’”, no período em que “ainda não era residente na Espanha”.
Já o pedido de prisão de Neymar é mais um capítulo da novela que envolve sua contratação pelo FC Barcelona. O caso é analisado a partir de uma denúncia do grupo brasileiro DIS, ex-proprietário de parte dos direitos sobre o jogador e acusação particular neste caso, que foi considerado prejudicado na transferência do atual atacante do PSG para o Barcelona.
Inicialmente, o Barcelona disse que transferiu oficialmente 57,1 milhões de euros (24 mil milhões para a família de Neymar e 17,1 milhões para o brasileiro Santos) quando comprou o passe do jogador. Porém, a Justiça espanhola calcula que tenha sido pelo menos 83,3 milhões de euros, mais de 36 mil milhões de kwanzas.
Neymar será julgado no Tribunal Provincial de Barcelona em Outubro, nas vésperas da Copa do Mundo do Qatar. Os ex-presidentes do Barcelona, Sandro Rosell e Josep Maria Bartomeu, também serão julgados neste processo.