Cage One: “Sempre fui mal compreendido por ser diferente, agora estou a mostrar que estava certo”

Na madrugada de 28 deste mês, Cage One vai apresentar-se na maior exposição de Hop Hop do mundo, “BET Hip Hop Awards”, onde já passaram estrelas como Eminem, Busta Rhymes, Kanye West, Big Sean e 50 Cent. À Carga, esta tarde, o músico falou sobre como conseguiu a conquista.

Esta é a primeira vez que a organização do BET Hip Hop Awards convida um país africano para representar a lusofonia e o angolano Cage One foi o que reuniu os requisitos, porque o rapper em si mesmo já é uma marca, sem falar da sua linha de investimento.

Ao lado da também angolana Elisabeth Ventura, o artista estreia-se no BET Hip Hop Awards 2020. Em 8 minutos de Cyphers, a estrela da LS Republicano vai procurar convencer o mundo com o que de melhor sabe fazer. Em breve entrevista esta tarde à Carga, o rapper falou sobre como conseguiu lá estar.

Nos últimos anos vai dando passos importantes na carreira. A quê atribui esses feitos?

Primeiramente, atribuo a Deus, Jeová. De alguma forma, fui sempre uma pessoa crente e tudo que vou conquistando dou a ele e aos angolanos. Sempre fui um artista mal compreendido por ser diferente dos outros, agora estou a mostrar que eu estava certo. Que isso sirva de exemplo para aqueles jovens que também são mal-entendidos, para se lembrarem que, não importa o que as pessoas falem, se acreditam no que lutam, então podem continuar a lutar.

Faltam apenas sete dias para a sua apresentação no Bet Hip Awards. Como é que está a preparar este momento?

É um sonho! Estamos a representar Angola e a lusofonia. É a primeira vez que o Cypher abre esta excepção para a África e escolheu a mim.

Cage One: “Sempre fui mal compreendido por ser diferente, agora estou a mostrar que estava certo”

Por que acha que terão escolhido a si?

Tudo por causa de todo o pacote que tenho. Eles  terão recorrido a Google e viram que eu era o artista que preenchia o que eles queriam. Venho da periferia e hoje tenho uma marca e uma linha de roupa. Meu maior sonho é inspirar os jovens.

Seu percurso artístico começa nos SSP, na altura ainda na dança, depois passou pelos Warranty B e teve alguns duetos. Se tivesse que posicionar a sua carreira onde a calocaria actualmente?

Eu nasci para o entretenimento. Agora olho para mim e acredito que posso inspirar a nova geração a nunca desistir dos seus sonhos. Que isto sirva de exemplo para os mais novos, que quando nós acreditamos, ninguém nunca nos deixa cair.

Recorde-se que serão apenas 8 minutos e o seu repertório é vasto. O quê que vai cantar ?

O espectáculo será um Cypher. Vou representar o país, até porque não cantei só em Inglês. Cantei, em Português e tem uma frase em Umbundu.

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