Chilola de Almeida: “Quero fazer o Semba atingir os palcos onde os mestres sempre desejaram”

Como cantor  pode não ser muito conhecido, mas como compositor, Chilola de Almeida escreveu sucessos de músicos como Filho do Zua, Ary, Puto Português, Carlos Burty e Banda Maravilha. Este ano, o músico vai dar o primeiro grande passo da carreira e assume-se como a continuidade de Bangão.

Apesar de cantar, sei que é também compositor. Para que artistas já escreveu?
Vários. Filho do Zua, Ary, Puto Português, Edy Tussa, Carlos Burty, banda maravilha, Yuri da cunha, Maya cool, Magareth de Rosário etc.

Se tivesse que escolher entre cantar e compor, o que optava?
Compor. Sinto-me mais confortável a escrever. Compus o Jabakule, Retrato, Kassembele, Marcela, Linda Prá Xuxo e tantas que não me vêm na memória neste momento.

Em que circunstâncias começa a cultivar a veia artística?
Dei por mim já era isso desde a minha adolescência na igreja tocoísta.

Ouvindo-o a cantar tornar-se difícil diferenciá-lo de Baagão.
Dizem que temos muita coisa em comum: timbre, banga e criatividade. Deus seja louvado por isso, porque trata-se de um mestre do Semba.

Esta aproximação vocálica, já o levou a pensar que devia dar continuidade à carreira de Bangão?
Sim, ele é a minha grande influência. Sinto-me orgulhoso de ser confundido com o mestre, por outra, percebo muito sobre as línguas nacionais, é a minha outra paixão.

Está a dizer que será o próximo Bangão?
Temos muita coisa em comum.

Como é que descreve a sua carreira neste momento?
Estou apenas a começar. Virão muitas surpresas em prol do crescimento da nossa cultura musical, quero fazer  o Semba atingir os palcos onde os mestres sempre desejaram este é o meu objectivo. Quero realizar o meu sonho, porque tenho o dom de cantar. 

Estava a preparar o primeiro disco. Como ficou o processo?
Caso a pandemia passe, ainda este ano sai. Vai se chamar ‘Uiala’. É um álbum com 16 faixas musicais, algumas já conhecidas e outras inéditas. Aproveito para agradecer a Adriano Mandes de Carvalho por ter apoiado.

E como faz para promover seus projectos?
Usando as ferramentas modernas, mas com muitas dificuldades, pois uso fundos próprios. Ainda não tenho patrocínio, portanto fica um pouco difícil.

Que tipo de abordagens traz?
Trago música folclórica tradicional e contemporânea, mormente o Semba com abordagens do quotidiano e linguagem nacional, gíria e terra-terra.

Este álbum reserva algumas participações?
Sim. Teremos Matias Damásio, Pedro Cabenha e provavelmente Yuri da cunha, Edy Tussa e Kota Bonga. O álbum é uma homenagem a Bangão, mas todas as músicas são minhas.

Já tem consegue colher alguma coisa da carreira artística?
Sim, um “kassembele” básico. Sou assalariado e ainda não olho para a música como o meu ganha- pão, por isso vamos gerir.

Qual seria o limite?
Quero chegar ao infinito. Quero pisar os maiores palcos do país e o mundo, com cara nas revistas, outdoorss etc.

Para que artistas está a escrever neste momento?
Estou a escrever para Nandinho Semedo, Yuri e Ary.

Como está a reagir ao impacto da pandemia?
Cancelei o single ‘Paz nas Estradas’, que sairia no dia 4 Abril deste ano. Não tem sido fácil. Respondendo à pergunta, sobrevivo do meu salário como agente policial.

Que outros projectos participou que seja do nosso desconhecimento?Dei voz ao projecto de homenagem a Beto de Almeida  com a Bmax, a Bangão, com a Xicote Produções, ao Planeamento Familiar, com a Ti Chi-Eventos, eventos solidários e alguns gospel que já não me lembro.

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