Damani Van Dunem: “Defendemos o humanismo africano, o entendimento da nossa história e posicionamento no grande esquema mundial”

O álbum “Swahililândia”, Acto 1, ajudou Damani Van Dunem a perspectivar um novo lugar na música angolana. É uma obra com pensamentos sobre o humanismo africano; a preocupação com o próximo; o entendimento da nossa história e o nosso posicionamento face ao esquema mundial.

Disponível na Internet, é o primeiro disco com a sua antiga formação artística ´Swahili. No passado dia 11 de Novembro, assinalou um ano desde que foi lançado, e brevemente será contemplada com o terceiro videoclipe para o tema “ É Demais”, que conta com participações de Keita Mayanda e Kennedy Ribeiro.

Sobre álbuns não é tudo, Damani está em estúdio a produzir o próximo trabalho, com a participação de uma das referências da produção moçambicana, e deve estar disponível a partir do primeiro trimestre de 2022.

Com este álbum, o rapper angolano pretende estabelecer um novo círculo na sua carreira, que compreenderá em apoiar mais outros talentos da música angolana e elevar a marca ´´´´`’Swahili´’.

Damani Van Dunem: “Defendemos o humanismo africano, o entendimento da nossa história e posicionamento no grande esquema mundial”

“Swahililândia” surge na sequência de vários outros lançamentos, entre os quais Blu-Ray: Quid Pro Quo, Muzumbo e Mutatis Mutandis. Por que só em 2020 decidiu lançar uma obra com a sua primeira formação musical?

“Swahili” é uma forma de estar e, como tal, sempre sentimos que o nosso álbum teria que traduzir essa energia. Na abordagem, conceitos, materialização do som e isso foi conseguido com a adição do Elzo Sénior – que foi a minha motivação para fazer o álbum. Queria e quero dá-lo a conhecer ao mundo. O single “Glorioso” foi mais um passo nesse sentido. Música que, originalmente, fazia parte do álbum, mas achámos melhor usá-la como single. 

Que pensamentos sustentaram o Swahililândia?

Nós defendemos o humanismo africano – preocupação com o próximo, a solidariedade, a partilha e a vida harmoniosa em comunidade. “Nós”, ao invés de “eu”; o entendimento da nossa história e posicionamento no grande esquema mundial. Nesta ordem de ideias, centramo-nos neste Acto 1. 

Já é possível mensurar as influências que a obra exerceu no Hip Hop angolano?

É muito cedo para quantificar e a pandemia limitou bastante a promoção. Não fizemos shows de apresentação. Assim, retomámos este ano e será com vídeos, somando aos dois já lançados. Semeámos durante anos e já começámos a colher, mas temos noção de que a estrada é longa. 

Fale-nos um pouco deste novo clipe.

É o vídeo da música “É Demais”, com participações do Keita Mayanda e Kennedy Ribeiro. “É Demais” é o exemplo clássico de exaltação do povo originário. O povo africano.

Que paralelismo faz do álbum com a data da independência nacional?

Há cada vez mais um número crescente de africanos atentos na necessidade de se posicionarem, usarem as suas valências para alavancarem as suas comunidades. São os africanos que devem conduzir os seus destinos. A nossa independência não pode ser simbólica. Neste sentido, acreditamos que temos todos a responsabilidade de contribuir nessa edificação espiritual, socioeconómica nacional. De uma independência real. 

Está em estúdio a preparar novos trabalhos. De que projectos se trata?

Para já, posso adiantar que estou a finalizar um álbum colaborativo com um produtor moçambicano – Sigvh – com quem já trabalhei no Muzumbo e Blu-Ray: Quid Pro Quo. Deverá sair no primeiro trimestre do próximo ano. 

Com efeito, este projecto poderá marcar uma nova etapa na carreira de Damani Van Dunem, tendo em conta a epopeia que vem fazendo desde 2007. É isto que vai suceder?

Com certeza! O SwahiliLândia, Acto 1 ajudou-me a perspectivar o meu novo lugar na música é tenho abraçado este desafio com muito afinco. 

Em termos práticos, o que poderá caracterizar a próxima etapa da sua carreira?

Apoiar outros artistas  e fazer crescer a marca Swahili.

Como é que define o seu rap?

Nunca conseguiria responder a esta pergunta com certeza mas…Pan africanismo.

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