Depois de vários anos a produzir, Mestre Freddy apresenta-se como cantor

Mestre Freddy é dos nomes mais importantes no que toca a produção musical em Angola. Já trabalhou com Matias Damásio, Anna Joyce, Pérola, Gabriel Tchiema, Kyaku Kyadaff e tantos outros, para além de escrever para vários artistas. Após longos anos, explica porquê decidiu conciliar a carreira de produtor com a de cantor e apresenta as suas primeiras músicas com sonoridade diferenciada. Já tem o primeiro álbum à vista e deixa todas as impressões da “nova carreira” nesta entrevista.

Como descobre o lado de cantor?
Antes de ser produtor, fui cantor mas não profissional, aos meus 15 anos. Primeira coisa que eu fiz foi catar. Fui percussionista, tocava numa banda. Não é coisa que eu descobri agora, nasci numa família onde todos cantam. Não é novidade!

E porquê só agora decide explorar a faceta?
Não é uma ideia que caiu da chuva. Sempre soube que algum dia seguiria a carreira de cantor. Tinha de ter um nome no mercado, e fi-lo como produtor. Hoje Mestre Freddy é uma referência e as pessoas poderão associar o meu nome ao cantor a solo. Precisamos de dar boa educação musical à nova geração.

O que vai caracterizar o cantor Mestre Freddy?
Já escrevi para muita gente. Agora estou a atentar conquistar… não será um disco, quero ainda lançar alguns trabalhos e conquistar os fãs. Vou fazer um bom trabalho. Trago músicas que vão permanecer no tempo, música para a vida toda.

De que género?
Sou conhecido como um músico de Afro Jazz., Kizomba e Semba. Vou trazer um estilo africano misturado com os nossos. Não quero fazer música só por fazer, estou a fazer também para a minha vida mudar. Eu não vou trazer um estilo do Tchiema, Damásio ou Ndaka, vou juntando toda minha experiência, vou trazer um álbum para dançar, para ouvir, vou trazer melodias, eu tenho de fazer chorar as pessoas. Vou cantar em várias línguas, em homenagem a todas as línguas que eu falo: lingala, francês, português, cokwé, umbundu, swahili.

Como se intitulam as músicas experimentais e quando estarão disponíveis?
A primeira é “Cecília”, uma homenagem à minha primeira filha, onde trago histórias que incentivam as pessoas a conquistarem seus sonhos. A segunda é “Mwakie”, significa sozinho, e mostro que na vida tem de se lutar e traz participação de Kyaku Kyadaff. Tenho mais uma outra que será lançada depois, e terá participação de Ivan Alexey.

Depois de vários anos a produzir, Mestre Freddy apresenta-se como cantor

Até quando teremos as primeiras duas músicas de Mestre Freddy?
Vou dizer a realidade, até final de Setembro vamos ter as músicas, porque quero lançar com um vídeoclipe. Até lá teremos tudo, portanto, até final de Setembro.

Neste momento como está a correr a produção?
Por agora estamos a fazer as bases das músicas cá e depois vou a Portugal e concluirei em Paris. Caso não consiga ir por causa da pandemia, vou fazer algumas coisas aqui e depois eu mando para lá e eles me enviam, mas estando presente é sempre melhor.

Mas vai apenas cumprir um desejo ou pretende mesmo seguir a carreira de cantor?
Não serão apenas duas músicas. Vou gravar disco, com 7 a 10 músicas. Vou seguir a carreira de cantor. Será um prazer termos esse disco. Sei que não será fácil seguir a carreira, mas vou continuar a mostrar esse meu lado.

Que tipo de sonoridades lhe caracterizarão?
Primeira coisa, as músicas vão ser 100% acústica. Vou usar cordas, sopros, bateria, piano acústico, guitarra, baixo, coro. Eu quero coisa boa. É um investimento da Kissanji Produções. Não vejo a hora de começar. Quero deixar meu carimbo na voz.

Que influências da produção poderá trazer à carreira?
Isso a gente vai saber no terreno. Produzir é algo do escritório e cantar é para o mundo. Haverá músicas que eu vou começar com o Blues, mas virado para a África. Estou a pensar diferente, música mexida, mas com boas sonoridades.

Está na música há vários anos. Sabe melhor do que ninguém cantar requer tempo e dedicação. Como vai fazer para conciliar as duas carreiras?
Eu sempre vou tocar e cantar, isso fará a minha imagem. Terei sempre suporte dos instrumentistas atrás e vou impressionar.

Já escreveu para alguns músicos. Suas letras chegaram a “bater”?
Escrevi para Anabela Aya, Yuri da Cunha, Titica com Ary, são várias… não dá para citar mais… é muita coisa: Semba Kizomba, Rumba, Afro Jazz.

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