Dji Tafinha factura o equivalente a cerca de 15 milhões de Kwanzas em direitos autorais

O músico é dos artistas angolanos que mais factura com direitos autorais em Portugal e aproveita o dinheiro para reinvestir. E, enquanto os colegas se debatem com os problemas de divisas, o produtor facilmente dá a volta por cima, recorrendo aos rendimentos da Sociedade Portuguesa de Autores.

Quase todos sabem o tipo de artista que é, mas ninguém provavelmente saiba que, se tivermos de mencionar cinco ou dez músicos angolanos que mais dinheiro recebem dos direitos autorais em Portugal, Dji Tafinha estaria entre os cinco primeiros ou permeava os dez. O músico produziu para principais referências da nossa música, Anselmo Ralph, Yola Semedo e Zona 5 são alguns deles.

Dji Tafinha é das vozes autorizadas para falar da importância de estar inscrito numa sociedade de autores. É membro da Sociedade Portuguesa de Autores há sensivelmente seis anos e, recentemente, tornou-se membro associado da Sadia. O músico foi um dos intervenientes ao Live da revista Carga, sobre “o papel da SADIA no mercado da música” e o “Impacto do Covid-19 no mercado musical”.

Durante o fórum, partilhou a sua experiência, revelando que já chegou a receber até 20 mil Euros, cerca de 14 milhões 945 mil Kwanzas (câmbio actual) de rendimentos autorais, faseadamente. Valores que aplicou em outros investimentos e alavancou sua marca na Europa.

“Se tivesse que fazer uma escala de artistas angolanos que ganham muito bem com os direitos de autores em Portugal, eu era capaz de dizer que nos 5 a 10 eu estaria. Daquilo que pude ganhar da SPA, reinvesti e reinvisto até hoje o que ganho lá fora. Eu já cheguei a receber de direitos de autores perto de 20 mil Euros”, revelou.

E, enquanto os colegas enfrentam problemas de divisas, o autor de “Duetos” recorre aos rendimentos da entidade gestora dos seus direitos autorais, por isso, augura que a Sociedade Angolana de Direitos de Autores continue a trabalhar, porque os artistas precisam de incentivos de género.

“Num momento como estes, o meu ganha-pão, em termos de divisas, é SPA. Se nós conseguirmos traduzir isto para Angola, seria magnifico, ganhávamos todos, tínhamos muito mais capacidade de produzir mais música, porque os artistas precisam deste estimulo”, aconselhou. 

O artista recebe até hoje relatórios de rendimentos de canções que produziu para outros artistas há cinco ou 10 anos e realça que quando se produz os famosos clássicos, o “bolo” também é maior. “Desde o momento que me inscrevi na Sociedade Portuguesa de Autores, comecei instantaneamente a ganhar pela repercussão das minhas músicas, ou seja, estou quieto em casa, numa época como esta da pandemia, recebo algum emailsinho, da SPA a dizer seu saldo é de  x euros”, partilhou.

Humilde, Tafinha reconheceu que nunca foi dos músicos angolanos de maiores concertos. O segredo da estabilidade na carreira está na forma como capitaliza os meios que dispõe. Aconselha, no entanto, outros artistas a, no acto da negociação, assinarem sempre algum documento.

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