Em cada espectáculo o cantor ganha 200 mil Kwanzas por música. Isto compensa o investimento feito num álbum?

Um cantor profissional em Angola gasta entre 500 a 1 milhão e 500 mil Kwanzas para produzir uma música. Por conseguinte, num espectáculo, o músico cobra, em média, 200 mil kwanzas por cada interpretação. Este valor dá para cobrir o investimento feito em cada música? A Carga apresenta algumas reacções de músicos, produtores e alguns dos artistas que mais gastaram com a produção.

Os produtores e músicos são unânimes em afirmar que o custo de produção de uma canção depende da sonoridade e da exigência do artista. Nos últimos dias, Ndaka Yo Wini, Matias Damásio e Don Caetano foram dos que mais investiram. O álbum “Olukwembo”, de Ndaka, por exemplo, ultrapassou os 50 mil dólares. Cada música num álbum tem o seu preço.

O ouvinte normalmente não tem noção o quanto se gasta para uma música com qualidade chegar ao seu dispor. Parte do processo da produção, como a captação, a masterização e a mistura é feita no estrangeiro e chega a custar 200 a 300 Euros, o que, somado com o que se gasta no país, ultrapassa os 2 milhões de Kwanzas.

Um canção com cinco ou seis instrumentistas, incluindo sopro, mistura e masterizacão chega-se a pagar até 2 milhões Kwanzas, em média, segundo Mestre Freddy. Já uma música com programação, em que se paga apenas o produtor mais um ou dois instrumentistas, cobra-se 500 mil Kwanzas.

Consequentemente, cada vez que o cantor é contratado para um espectáculo exige por cada interpretação, ou seja por cada música, 150 a 200 mil Kwanzas ou mais, caso a música esteja a “bater”. Mas se o artista não for contratado, não há retorno. Por isso, Sandra Cordeiro pensa que os preços praticados são elevados.

“No meu caso, 2 músicas a 3, sem banda cobro 350 a 500 mil kzs, com alguns instrumentistas: piano ou guitarra  e voz. Com banda, fica mais caro. Agora, se a música está a bater é mais cara. Mas produzir é realmente caro”, disse.

Contudo, Mestre Freddy é de opinião que o valor cobrado por produção musical não é elevado, dada a qualidade e a exigência dos artistas.

“Não existe uma tabela fixa, mas também não podemos dizer que é caro. Dos que já trabalhei, o Matias investe muito. O álbum do Ndaka ficou nos 50 mil dólares e o” Vizinho”, de do Don Caetano, também se gastou muito.

Há muito tempo a trabalhar como profissional, Mestre Freddy precisa de duas horas ou um dia para concluir uma música. Para ele, a qualidade da canção depende do artista. “O Ndaka é um tipo de artista que opinou e me ajudou muito a produzir o álbum”, partilha.

Quase da mesma opinião é Totó ST. Para o músico, a tabela de preço deve-se muito ao tipo de produção e adianta que não paga o mesmo preço para cada música, por isso, a Carga vai perguntar novamente, o que se ganha com cada música compensa o investimento feito?

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