Henriques Narciso: “Se não tive o Prémio Nacional de Cultura e Artes é porque é dado por indicação política”

O produtor e realizador encontra-se em estúdio a preparar um filme sobre Juliana Kafrique, a zungueira do Rocha Pinto morta há dois anos a tiro por um agente da polícia em plena luz do dia.

A média-metragem estreia antes do final do ano e é de género drama. Com a narrativa, Henriques Narciso pretende chamar a atenção à sociedade para a busca do diálogo em situações de discórdia.

Com o retrato biográfico, o autor almeja alguns prémios. “Dos prémios em Angola, falta-me somente o Prémio Nacional de Cultura e Arte, e digo mesmo de boca cheia, se não tive este prémio até esta hora, é porque este prémio era dado por indicação política. Como nunca usei cor partidária, por isso é que nunca tive a oportunidade de receber este prémio”.

Apesar disso, o conhecido realizador não baixa a guarda, acreditando que desta forma continuará a alimentar a linha de admiradores “Pretendo conquistar o respeito, o carinho e quiçá, vencermos o festival da Unitel. Ou estar entre os primeiros classificados do Festival de Cinema”, manifestou.

Durante vários anos, Dito ficou conhecido como o rosto da segunda vaga de realizadores angolanos e conquistou vários prémios. Dirigiu filmes de acção como Assaltos em Luanda I e II, traz agora um drama que retrata a vida da jovem de zungeira morta a 12 de Março de 2019.

Ao longo da entrevista com a Carga, Dito, como também é conhecido, disse não entender os critérios de atribuição do Prémio Nacional de Cultura e Arte, porque, descreve,  pessoas há que receberam o prémio, e se questiona por que razão é que elas recebem.

“Pessoas há que recebem este prémio e eu me questiono por que está ser atribuído. Sempre questionei quais são os critérios, nunca entendi. Coloquei na minha cabeça que é pelo facto de eu não usar cores partidárias. Também não gosto muito de falar da política”, confortou-se.

Pelo seu percurso e contributo para o cinema angolano, o realizador entende que pessoas como ele em concurso como o Festival de Cinema da Unitel, deviam ser reconhecidos e não mais concorrer. 

“A iniciativa é louvável, e vai ajudar muitos produtores e realizadores, mas existem pessoas que já tem trabalhado há bastante tempo sem apoio, pessoas como nós, deviam ser reconhecidos, ao invés de concorrermos, a Unitel, se calhar, devia arranjar alguma coisa para nós que já mostrámos trabalho. Agora concorrermos ao lado dos miúdos não acho isso certo. Mas epah é concurso. Um José Gamboa não iria concorrer num Estrelas ao Palco, por causa do estatuto que tem”, concluiu.

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