Mário Gomes: O presente e o futuro entre os guitarristas

Mário Gomes é um jovem guitarrista angolano, de 23 anos de idade, nascido em Luanda no município do Cazenga. É para muitos o futuro da música angolana entre os guitarristas. Já acompanhou vários artistas e partilhou o palco com os guitarristas mais conceituados de Angola, como são os casos de Teddy Nsigui, Botto Trindade, Pop Show entre outros.
Músicos como Lulas da Paixão, Dom Caetano, Filipe Mukenga consideram-no o melhor guitarrista da actualidade. Saiba mais sobre este pequeno/grande músico na entrevista concedida à Revista Carga.

Quando e como começou a tocar?
Comecei aos 10 anos. Aprendi de forma muito intuitiva tentando simular som da percursão com recipientes de água, na altura. Depois, por influência de dois amigos, (Arnaldo João Lino e Nelo Adriano) Comecei tocando baixo.
Mais uma vez por influência de outro amigo, João Dimuna Pedro, deixei de tocar baixo e passei a tocar guitarra.

Fonte de inspiração?
Minha maior fonte de inspiração vem da força Divina (Deus).

Como se descreve como guitarrista?
Como Guitarrista descrevo-me como um veículo de transmissão do velho ao novo contexto musical. Claro sem desprimor a ninguém.

Momento alto da sua carreira?

Até aqui tive vários momentos altos, mas posso apontar um particular, a minha primeira viagem para Espanha onde realizei a o primeiro tour com o conceituado músico Totó St. Foi uma das maiores experiências que vivi.

Ídolo?

Ultimamente ouço vários artistas, mas posso dizer que o guitarrista Leonel Loueke é dos que mais aprecio, por ter um nível musical muito alto e ser a pessoa que elevou a música africana, misturando com harmonias mais complexas, sem falar do nível técnico que tem.

Em Angola?

O Simone Mancini foi o primeiro a trazer novas influências para a nossa música, também é uma fonte de inspiração. Por outro lado, não posso deixar de mencionar o kota Botto Trindade quando se fala da música angolana de raiz.

Como estamos servidos em termos de guitarristas?

Estamos bem servidos. Temos muitos bons guitarristas.

O que falta para estarmos melhor?

Temos que pensar e entender que a vida por si é dinâmica e a arte musical não está isenta, devemos resgatar nossos valores e usar tudo aquilo que já foi feito como influência para prosseguirmos para novos caminhos. Devemos olhar para as coisas que têm acontecido no contexto musical actual e tirar daí proveito para criarmos novas composições, sempre respeitando a história musicalmente falando.

O que é necessário para termos bons instrumentistas?

É preciso ter consciência do que quer ser e posteriormente investir maior parte do seu tempo em seu instrumento, seja qual for. O mais importante é a disciplina.

Com quem gostaria de tocar e ainda não tocou?

Gostaria de partilhar o palco com muitos “gigantes” da música mundial, como é o caso do grande Leonel Loueke, um dos instrumentistas com quem gostaria de partilhar o palco.

Qual o seu género musical preferido?

Todos são os preferidos, uma vez que cada um deles tem sempre algo diferente para dar, por isso é impossível escolher em detrimento de outro.

Diz-se que está entre os melhores do país, o que tem a dizer?

Não posso me auto-classificar, prefiro manter o foco no trabalho e, na companhia dos meus colegas, contribuir mais e mais para esta bela arte que é a música.

Mário Gomes: O presente e o futuro entre os guitarristas

Até onde pretende chegar?

Por ser uma pessoa temente a Deus prefiro que seja ele a guiar meus passos. Pretendo chegar até onde ele permitir que eu chegue.

Como guitarrista, quais são os músicos que mais acompanha?

Neste momento o Totó, Filipe Mukenga e Anabela Aya.

Porquê?

São os que mais me convidam para acompanhá-los. Provavelmente sentem-se bem

Olhando para estes nomes, não será o “world music” a sua verdadeira praia?

Não acho. Sou músico e toco tudo, principalmente a música angolana de raiz.
Sua carreira ficará apenas passará apenas por acompanhar outros músicos ou tem planos extra?

Não. Neste momento estou a preparar o meu EP.

Quando estará pronto?

Com as dificuldades financeiras e o surgimento da pandemia fica difícil estabelecer um período. Provavelmente em 2021, embora os temas promocionais possam ser apresentados já este ano.

Voltamos a velha questão, quais os géneros?

(Risos). São apenas entre quatro a cinco músicas e vou colocar de tudo um pouco, desde a música angolana de raiz, passando por outras influências. Será uma apresentação de quem eu sou, de acordo com o que aprendi ao longo dos anos.

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