Mito Gaspar defende a “transformação” da obra de Teta Lando em objecto de estudo

A saga de espectáculos `Yuri Canta Teta Lando´, cujo primeiro encontro está marcado para hoje, a partir das 20 horas, no Royal Plaza, será dirigida artisticamente pelo músico Mito Gaspar.

Descrito como um homem de “invulgar sensibilidade e veia artística, que faz recurso a um trabalho investigativo no resgate da matriz cultural, particularmente da região etnolinguística “Kimbundu”, de que é originário, e um exímio comunicante”, razões pelas quais foi escolhido a dedo, mas não só. Mito teve uma relação de proximidade com Teta Lando, por isso, é uma voz autorizada a falar sobre a sua obra e vivência.

Mito Gaspar defende a “transformação” da obra de Teta Lando em objecto de estudo

Na sua intervenção, durante a conferência de imprensa, referiu que há muito que já era tempo de se reoxigenar a obra de Teta Lando, e defendeu que uma figura que consegue chegar a esta dimensão artística “não pode ser por via de inspiração efémera, tem de ser uma personalidade que mereça um pouco mais de atenção, estudo e pesquisa, para que se perceba, como foi possível traçar tal trajectória”.

Nas palavras de Mito, a grande figura em causa teve a vida e a carreira profissional pautadas pela maturidade nos passos, objectividade, propósito e foco. A relação de proximidade e momentos de partilha deu a Gaspar a possibilidade de assistir de perto, o vingar de Teta, num contexto em que poucos africanos vingaram.

Sustentabilidade moral e ética profissional

Considerado “pau para toda obra”, sem desprimor ao talento, foi taxista em outras paragens do mundo, conheceu o exílio forçado e fora da sua zona de conforto; conseguiu se impor artisticamente, em meio às adversidades. Actuou em grandes espaços internacionais e em salas para elite, lotadas de público internacional e não apenas com a diáspora africana, acreditando, sempre, que era possível voltar e um dia voltou à procedência.

Em 1989, materializou-se a crença de que sempre acreditou e cantou “eu vou voltar, mas ainda tenho que esperar”… Ao receber o compadre de volta à terra natal, Mito Gaspar fez as honras da casa ao lado de Elias Dya Kimuezo, num aparatoso show que teve lugar na cidadela desportiva.

A “cilada” da passagem do testemunho

“Toda vivência e experiência de Teta Lando estão nas suas composições cheias de saber e quando o Yuri procura trazer para abordagem, no seu percurso artístico esta dimensão, só posso olhar para ele com bastante admiração e mais respeito”, considerou o director artístico, cujo maior desejo é que o exemplo se replique.

“Oxalá, este exemplo seja seguido por mais jovens bastante talentosos e que só não o fazem, porque continuam com a velha máxima de que os mais velhos não estão a transmitir o legado”, defendendo a ideia do processo investigativo, o músico fez lembrar-nos de que Yuri da Cunha não conviveu com Teta Lando, não é da sua geração, tampouco com Artur Nunes ou David Zé, para dizer que algum dia privou com eles e foi passado o testemunho, “teve que ir atrás e reconheceu que havia um percurso, um trabalho iniciado, havia um passado que estará a condicionar o futuro, não sabemos”, conclui.

Detalhes do Show

O intérprete vai contar com o suporte de uma banda por si seleccionada, dada a escassez de profissionais que consigam instrumentalmente entrar no âmago da música angolana de raiz. “Tens muitos músicos para tocar Hip Hop e Rock, mas é quase inexistente o número de profissionais que saibam tocar a verdadeira música angolana”, enunciou ao considerar os contemplados como melhores da sua geração: no coro estará Carla Moreno, Bevy Jackson e Aninhas, Chalana Dantas e Yasmane Santos (percussionistas) Mayo (baixo), Ximbinha (guitarra), Texas (solo), Miqueias Ramiro (teclados),  Gildo Umba (baterista).

Neste projecto,  cuja maior pretensão é dar continuidade a um trabalho de resgate de temas clássicos e imortalizá-los a fim de deixar um legado às gerações vindouras, todas as músicas a serem interpretadas no show estarão documentadas e comunicadas ao Ministério da Cultura, SADIA, UNAP e ao SACEM, respeitando as Leis vigentes sobre os direitos de autores e conexos, pois o consumo e exibição da “obra de Teta Lando, deverá ser pago doravante”, declarou o “Kandengue Atrevido”.

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