ORLEI: Há 10 anos a provar que o Rock em Angola já não morrerá

O movimento nasceu antes da independência e, lentamente, se definha como uma cultura própria solidificada por pequenos e grandes concertos como o ORLEI. Devido sua magnitude, O Rock Lalimwe Eteke Ifa ” O Rock Nunca Mais Morrerá ” confunde-se com as celebrações da fundação da cidade do Huambo. Este ano, o evento assinala o 10° aniversário e a organização reinventou-se e trouxe 10 dias de espectáculos intensos com as principais bandas de Rock nacional.

O festival acontece de 20 a 30 de Setembro, no Huambo, e marca 109° aniversário desta cidade. Qual será o mote para este ano?
Neste ano comemoramos a nossa primeira década, o que constitui para nós um marco histórico, tendo em conta a nossa história de resiliência para chegarmos até aqui. Como marco, celebraremos esta história em 10 dias de muito rock, recordações  e testemunhos.

O festival normalmente se confunde com as celebrações do aniversário da cidade do Huambo.
O festival faz anos no mesmo dia da cidade do Huambo, e isso é propositado em homenagem a esta cidade que nos acolheu. Este ano não será diferente. Realizaremos o festival no mês de Setembro,  só que de forma diferente como se impõe por causa da pandemia.

Diferente das edições anteriores, desta vez os espectáculos não contarão com a presença do público. Como será isso? 
Será tudo por via digital e transmissão televisiva. Vamos assistir ao festival no sofá ou onde quer que estejamos desde que tenhamos um dispositivo ligado a internet.  Isso é triste,  pois gostamos mesmo de festejar todos juntos com muitos abraços mas,  com certeza de que nos divertiremos também. O bom disso é que o mundo inteiro vai poder ver, e acho que será emocionante ter várias pessoas nos quatro cantos do mundo a assistirem ao festival de rock de Angola.

O Rock não é apenas um género musical, é um estilo de vida, cuja característica principal é o psicadelismo. Como acha que os amantes da cultura poderão encarar esta mudança? 
Creio que com muita nostalgia, mas ligados aos diversos grupos de Whatsap, Instagram  e outros, mandando vídeos sobre o que está a acontecer no sítio onde se está, conversando, comentando, tudo por esta via.

Na 9ª edição tivemos Clington Experiment, Tiranuz, Ancestrais, Dor Fantasma, Black Soul, M’vula, Lunna, Kishi, Beside e Dji Tafinha. Como é que previa esta edição, não fosse a pandemia?
Caso não fosse a pandemia, este ano teríamos mais bandas e mais actividades que começariam bem com pelo menos dois meses de antecedência nas diversas províncias e traríamos mais uma banda de fora, pintaríamos o nosso mural no Huambo, homenagearíamos algumas bandas, e faríamos o melhor festival.

Apesar das limitações impostas, continuamos a ter transmissão televisiva. O movimento quer dizer que se venceu a discriminação no país?
Desde 2012 que temos transmissão televisiva. Em 2012 foi no programa flash da tpa e desde 2013 que tem sido a TV zimbo nos seus programas culturais. Nesse aspecto não sinto que haja discriminação, apesar de passarem nas suas grelhas musicais muito pouco rock. Quanto ao resto, socialmente ainda sinto que haja alguma discriminação, mas isso se supera com conhecimento e consumo de boa informação.

Por que  acha que isso acontece ? 
Por falta de cultura, por tabús, por falta de informação, por comodismo.

Desde que começaram a promover a cultura rock, que comparação fazem, em termos de evolução? 
Houve um aumento qualitativo e quantitativo de produções de espectáculos rockers, bandas, subestilos, álbuns gravados, prémios nacionais e internacionais, participação das nossas bandas em festivais fora de Angola, mais províncias a fazerem rock, mais canais de comunicação nacional a falarem disso e o nosso movimento mais coeso.

Luanda, Benguela, Lubango e Huambo, nota-se uma evolução no que respeito ao consumo da música Rock. Que planos têm traçado para convencerem as restantes províncias? 
Há também bandas de rock no Uige e em Cabinda. Nós fazemos o que podemos com muitas dificuldades,  e vamos divulgando o nosso trabalho. Cabe às outras províncias se interessarem e fazerem também,  e nesse caso apoiamos com a nossa experiência e união.

Pela vossa experiência, qual foi o melhor período do movimento e porquê?
O movimento melhora a cada ano. Houve um período  em que realizavamos mais actividades. Benguela tinha o Caribe, o Overdrive,  o Avalanche Metal, o festival do bairro da Luz. Luanda tinha o King’s Club; Huambo, a Casa de Rock; Lubango, o Ar de Rock Café; Catumbela, o Rock no Rio Catumbela, além  de muitas casas que recebiam as bandas em concertos. Os tempos de crise afectaram bastante estas actividades, mas o Rock não morre nunca.

Uma das grandes novidades no ano passado foi a presença de Dji Tafinha e este ano voltam a trazer Kizua Gourgel. O que significa isso? 
Esta é a quarta vez do Kizua, que até com banda já tocou. Isso significa que estamos a cooperar com músicos talentosos, com letras e músicas bem estruturadas, que têm uma vibe que nos apraz, e que têm também o seu público a a ouvir rock e ver a versatilidade do próprio músico.

O que se pode esperar durante os 10 dias de espectáculos ?
Podem esperar por bandas maduras, subestilos desde o Rock Balada ao Metal, qualidade e capacidade de execução dos músicos , entrevistas engraçadas, 10 dias de festival e maior conhecimento sobre o Rock angolano nas vozes de Kizua Gourgel, Before Crush, Black Soul, Fios Eléctricos, Clington Experiment, Zé Beato, Beside, Ovelha Negra, Kosmik, Tiranuz, Lunna, SoulFree, Pop Show, Sobreviventes e The Dreamers.

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