Reptile: “Considero-me um artista bem-sucedido e sei que muitos se revêm na minha história”

No dia 27 deste mês, o rapper vai colocar mais um álbum no mercado. Intitulado I.C.O.N (Invejosos Continuam a Odiar o Nikka), a obra foi produzida pelo moçambicano Ell Puto e Alleny. Além de Preto Show, Rui Orlando e Tchoboli, reúne importantes artistas da nova geração.

Reptile é um nome à parte no mercado musical angolano. Além de assumir com maior frequência o microfone, participou como produtor em vários CDs e vai disponibilizar, pelo Kisom e plataformas digitais internacionais, o oitavo álbum.  O disco também contará com edições físicas.

O CEO da Piriline explicou o conteúdo da obra e fez uma análise sobre o mercado musical angolano nos últimos cinco anos, além de apresentar novos projectos da sua produtora.

Porquê Icon?
I.C.O.N é uma sigla que significa Invejosos Continuam a Odiar o Nikka. Quanto à data não há uma história, mas há um porquê.

E qual a razão?
O nosso povo está a viver uma fase sensível, eu e o team sentimos que podíamos dar uma lufada de ar fresco aos consumidores dos nossos trabalhos. Este lançamento tinha sido adiado por questões alheias à nossa vontade, portanto sentimos que este era o momento ideal para o fazer.

De que é feito este álbum?
A sonoridade deste projecto é o resultado do casamento entre o moderno e o clássico e um exímio desfile de rimas. Quanto às participações, trago as vozes de Jonathan Puma, Arieth Feijó, Preto Show, Rui Orlando, Crazy Boy, Tchoboli e Kendrah. O álbum também sairá em CDs, mas com um número de cópias limitadas. Infelizmente, o consumo de música digitalmente ainda não é a nossa realidade e o objectivo é abranger o maior número de pessoas.

Primeiro lançou “Acima do Limite”, depois seguiu-se “Estátua Ninguém Se Mexe” e agora “Icon”. De que forma é que os fãs poderão se rever neste álbum?
Não. Primeiro foi “Ficheiros Secretos” ( 2007), “Acima do Limite” ( 2008), “P.I.M.P.”( 2010), “Ficheiros Secretos 2”( 2011), “Estátua Ninguém se Mexe” (2015) ,”A Voz Do Povo” (2018) e “I.C.O.N” (2020).

Considero-me um homem e artista bem-sucedido e sei que muitos se revêm na minha história, no meu posicionamento e nos meus objectivos, acima de tudo o meu propósito é motivar as pessoas a alcançarem os seus sonhos e objectivos, e a darem um contributo positivo no meio em que vivemos.

Apesar de imagética, a arte é o reflexo do contexto. Até que ponto esta nova fase do país influenciou o Icon?
Este projecto foi gravado entre 2017 e 2020, eu e o team decidimos não meter muitas faixas por causa da direcção que pretendemos dar a minha carreira, por causa disso pouco abordei sobre muitos aspectos sociais que vivemos agora, já estou a me preparar para o próximo, onde com certeza, irei tocar neles.

Passaram-se uns quatro anos desde que disse que o Rap angolano estava mal. Continua a pensar assim?
Não sei se posso dizer que melhorou, mas a nova geração veio trazer uma nova dinâmica e mais vida à música Rap. Quando disse que estava mal, referia-me ao número de bons artistas comparados a quantidade de trabalho que chega à rua. Disparidade abismal!

Hoje o número de bons artistas cresceu?
Sempre tivemos bons artistas…precisamos é de mais obras, mais shows, mais palestras, mais entrevistas etc.

É proprietário de uma produtora. Como analisa a produção musical no país?
Acho que temos um mercado fértil e muitos artistas talentosos para mostrar ao mundo. Precisa-se limar algumas coisas, mas acredito que chegamos lá.

Se tivesse de se enquadrar no panorama musical angolano em que posição se colocaria?
O barómetro que uso para medir é pessoal. Atingi o que queria, estou satisfeito com que consegui, só me falta tornar os meus artistas pessoas e músicos de sucesso. Meu propósito é motivar as pessoas, e graças Deus a ferramenta música me permite chegar às pessoas.

A indústria cultural, particularmente a música, é dos que mais sofreram com a crise pandémica. Como é que a sua produtora tem lidado com este fenómeno?
A Piriline está com muita saúde. A pandemia obrigou-nos a mudar a nossa estratégia, mas está a correr tudo bem. No mês passado, lançamos o EP “Renovar” do Samuel Clássico e um vídeo, Este mês sai a ICON e um vídeo também e em Dezembro, sai o EP do Jonathan Puma. A Kendrah está em estúdio e estamos a gravar um projecto da produtora.

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