“Rostos do Rap consciente em Angola entre os 180 artistas do Festival Decolonial”

Promovido por Barras Maning Arretadas, o espectáculo reúne 180 rappers de 27 países e tem como objectivo arranjar mecanismos para a rentabilização dos rappers anónimos, sobretudo os de intervenção social. Durante cinco dias haverá exposições de Beats, concertos e debates científicos com pesquisadores internacionais, como é o caso do sociólogo Boaventura Sousa Santos. Na mesa de debate, Angola estará representada pela Universidade Hip Hop, Eva RapDiva e MCK, enquanto Mamy e mais rappers angolanos vão subir ao palco. Idealizado por Carlos Mossoró, o mentor apresenta o projecto à Carga.

O que é, de concreto, este espectáculo que acontece a 29 deste mês?Trata-se do “Festival Decolonial de Rap: Espaço Lusófono?”, promovido pelo Barras Maning Arretadas e que vai acontecer entre os dias 29 de julho e 02 de Agosto. Será uma série de iniciativas, com cinco mesas de debate e cinco shows colectivos de Rap, além de duas sessões para exposição de Beats. É o Rap de intervenção social que será priorizado nesse evento. O tom de pergunta no título “Espaço Lusófono?” mostra que essa questão da lusofonia ou espaço lusófono nos incomoda. Sempre se pensa em uma ligação lúdica. Não se coloca o processo de colonização em pauta. É uma história triste que nos liga. Por isso, só estão entre as parceiras instituições de países africanos, como a Universidade Hip Hop de Angola e a Bloco 4 Foundation de Moçambique.

O que se pretende com a iniciativa ?
O objectivo é unir forças decoloniais para pensar em uma sociedade justa e igualitária. A ideia foi construir cyphers virtuais com pelo menos três países em cada música. Fizemos outros convites e chegamos ao número de 180 rappers, 27 países e 30 músicas. Um dos objectivos é garantir visibilidade a acções feitas em locais como o interior do Nordeste e países africanos; conseguir meios de direitos do autor, para artistas pobres e invisibilizados que nunca tiveram essa oportunidade.

Como será feita a participação dos artistas ?
O festival acontece online. No primeiro dia haverá uma homenagem da cidade da Beira e também irei mostrar o andamento do projecto musical “Espaço Mossorófono”, uma ligação da cidade de Mossoró com o mundo. No segundo dia, haverá expobeats com todos os beat makers. Logo depois, haverá uma acção do Rap di Mina, um site de rap feminista que existe no Brasil e Portugal, onde se apresentarão 20 rappers feministas, de Angola, Brasil, Bolívia, Moçambique e Portugal. No terceiro dia, vai ser o único dia que vamos dar prioridade a artistas de outros países, fora desse chamado espaço lusófono. No quarto dia, os shows vão ser o cartaz com atracções de peso do rap de intervenção social de Angola, Brasil, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Guiné Bissau.

Que artistas angolanos estarão presentes?
Miguel George Kardinal MC, Ginga, Mammy, PaulMyAc, Mesene Nguxi San Caleia. MCK, como comentarista e vai fazer participação especial. Todos do 15+2 vão fazer actuação artística. Nas mesas de debate, estará Milton, da Universidade Hip Hop e Claudio Bantu e EvaRapDiva.

Como é que será distribuído o tempo?
Cada dia tem seu formato, mas cada artista convidado naquele dia deve ter igualdade de condições em relação aos demais. No dia 29, por exemplo, no Espaço Mossorófono, os artistas terão direito a duas músicas. No dia 30, dentro da programação do Rap di Mina também será dessa forma, já no dia 31, será dedicado ao lançamento de cyphers com 180 rappers e 27 países, com priorização a artistas de países que não foram colonizados por Portugal e fim de semana, teremos shows mais longos.

É um espectáculo de cariz filantrópico. A quem se destinarão os bens ?Não propriamente. É um evento onde se busca pensar em meios para recompensar os artistas por de modos igualitários nessa época de pandemia e os debates girarão em torno disso. Teremos, por exemplo, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos.

Que outros países se esperam?
O evento é prioritariamente focado em Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal, São Tomé e Príncipe, Moçambique, Guiné-Bissau. Entretanto, há participações de Cuba, Bolívia, Chile, Gabão, México e Guiné Equatorial entre as participações artísticas. Os demais países estarão no projecto de cyphers, nos quais podemos citar Bulgária, Roménia, França, Vietname, Nova Zelândia, entre outros.

O que vai diferencia esse dos anteriores anteriores já realizados?
É um evento inédito, com um cartaz dos sonhos na música de intervenção social e que só foi possível por ser todo online. Vamos permitir diálogos impossíveis e shows utópicos.

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