Vanda Pedro: “O teatro é ciumento, precisas de tempo para viver e aprender intensamente”

“Uma mulher de acção e artista de grande potencial”, é como quer ser lembrada a profissional de 38 anos de idade, 25 dos quais dedicados à arte da representação. Uma trajectória que, nas palavras, de Vanda, foi pautada por muita intensidade entre “choros e risos”, que será imortalizada no livro.

Num casamento entre a literatura e o teatro, a eterna Luena do Conversas no Quintal colocará brevemente à disposição do público a obra “Guia Básico para Iniciantes de teatro”.

Com o selo da Literáfrica, a publicação vai discorrer sobre toda a sua experiência, trazendo detalhes da sua participação activa na construção desta arte, a nível nacional.

Qual é o balanço que faz destes 25 anos dedicados à arte?
Faço um balanço positivo da minha trajectória e não me arrependo das escolhas que fiz por amor à arte que escolhi como profissão.
Independente de achar que, se o meu país oferecesse melhores condições para trabalhar, com 25 anos de carreira, já teria oferecido muito mais em termos de resultados profissionais.

Vanda ficou conhecida enquanto interpretava o papel de Luena, em Conversas no Quintal… que outros trabalhos marcam o início da sua carreira?
O início da minha carreira em televisão foi com o Conversas no Quintal, mas os trabalhos que vieram a seguir foram consequência de um início muito bem feito e com muito profissionalismo, como a novela Windeck, Jikulumesso, filmes e, claro, várias peças teatrais a nível nacional e internacional sem esquecer a trajectória em jornalismo em televisão também.

Vanda Pedro: “O teatro é ciumento, precisas de tempo para viver e aprender intensamente”
Fotos: Kátio de Oliveira

Como surge a ideia de associar a literatura ao teatro?
A ideia surgiu em 2018 com os projectos teatrais em que estava inserida e em que muitas vezes convidávamos figuras públicas que não tinham experiência nenhuma com o palco e sem noções básicas sobre teatro e que tinham dificuldades em meter em prática os nossos ensinamentos.
Foi aí que decidi fazer um fascículo com definições básicas sobre teatro para ajudar… mas durante o estado de emergência e isolamento social, estava com bastante tempo e decidi estruturar o texto: contar um pouco da minha história, quando dei conta tinha conteúdo para um livro risos.

Qual foi o passo a seguir?
Fiz um live com João Canda, que é dono de uma editora no Brasil, para falar sobre teatro e durante a conversa, falei que estava a estruturar um texto que possivelmente podia virar um livro, ele pediu que eu enviasse e decidiu lançar o livro pela editora Literáfrica… assim nasceu `O Guia Básico para iniciantes de teatro´.

Quero ser lembrada como uma mulher de acção, comprometida com aquilo que acreditava e, principalmente, uma artista com um grande potencial!

Quanto tempo necessitou para a concepção da obra?
Da ideia ao lançamento, três anos. Mas só porque não era objectivo ser um livro.

Este `Guia básico para iniciantes de teatro´ traz conteúdo didáctico ou trata-se apenas de um relato da sua experiência e trajectória?
Um relato breve sobre minha trajetória e conceitos básicos para aqueles que não percebem “nadaaaaaa” de teatro passarem a perceber e se apaixonarem por essa arte maravilhosa de uma forma clara e objectiva.

Na representação existem segredos que só os mais experientes dominam. Contou com a ajuda de outros mestres para o conteúdo?
Não, trata-se de um guia básico então contei o básico segundo minha experiência… futuramente quem sabe lanço algo mais técnico e didáctico e aí sim vou recorrer aos mestres com mais tempo e técnicas como Adelino Caracol, que tem uma escola de formação ou Mena Abrantes, Beto Cassua, Valter Cristóvão, Flávio Ferrão, Bi, Lourenço Teixeira , Piroteu que têm uma estrada Longa e quando comecei eram os mestres e continuam a ser os percursores do teatro em Angola .

Qual é, no fundo, o maior segredo para se ser uma boa actriz ?
Não existe outra forma de ser uma boa actriz a não ser estudar as técnicas e praticar. A arte de representar se aperfeiçoa com prática das técnicas constantemente até chegar a perfeição para cada personagem. O teatro é ciumento, precisas de tempo para viver e aprender intensamente.

Como gostaria de ser lembrada nas lides artística, daqui a 25 anos ?Como uma mulher de acção, comprometida com aquilo que acreditava e, principalmente, uma artista com um grande potencial que se tivesse condições para trabalhar teria sido uma “GRANDE ARTISTA”, mas ainda tenho esperança e continuo a correr atrás do meu sonho de ser grande .

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