Quarteto de amigos de infância prepara-se para comandar a música

Adonys é um grupo que canta fundamentalmente Zouk. Recentemente, o quarteto disponibilizou o single ‘Oi Mana’, que está a captar a atenção dos subscritores do ITunes Music, Spotify, YouTube e Kisom. Formado por Jack Divine, Valgas, Aylton e Malossa, os quatro amigos apresentam nesta primeira grande entrevista da carreira suas ambições e projectos e anunciam EP para este ano.

Como é que se juntam? 

Conhecemo-nos desde a tenra idade, quando vivíamos no Uíge. Somos todos de lá, mas o grupo foi criado aqui em Luanda há quatro anos. 

Disse que antes de se juntarem, cantavam individualmente, chegaram a ter algum registo? 

Já tínhamos algumas coisas gravadas sim, individualmente eu e o Valgas contávamos Zouk o Malossa e o Jack cantavam Rap.

Quarteto de amigos de infância prepara-se para comandar a música

Quantas músicas o quarteto possui neste momento? 

Temos várias, mas em estúdio. De momento a única música disponível é a promocional  ‘Oi Mana’, com a participação da grande Jakylsa e dentro em breve lançaremos a música nova com título ‘ELA’. A música está disponível no nosso canal do YouTube, Kisom, Spotify, ITunes Music e em mais de 150 plataformas digitais. 

Por que razão optaram pelo Zouk?

Nós somos músicos, fazemos vários estilos musicais, dentro em breve verão os Adonys a viajarem por outras ondas, simplesmente o zouk foi a primeira música promocional. 

Quais são as vossas maiores influências artísticas?

Cada um tem sua  influência.  Eu, Aylton, por exemplo, a nível nacional, tenho Yuri da Cunhada, Cef, Lil Saint. Já eu, Jack Divine tenho NGA, Abidiel, Kendrick Lamar, Joyner Lucas e Drake.

A que produtora estão associados?

Trabalhamos de forma independente, mas algumas vezes fazemos parcerias.

É com Adonys que pretendem escrever a vossa história? 

Sim, pretendemos fazer história com o grupo que criamos.

Onde é que pretendem chegar ?

Queremos chegar onde o Michael Jackson e os Beatles não chegaram. 

E como é que se estão a projectar para isso?

Quando o assunto é projecção da carreira a nossa visão vai para além do horizonte, de certa forma, fazendo parcerias com pessoas adequadas e não só. Sabemos que ninguém caminha só, e o nosso objectivo é trabalhar até chegar aos festivais internacionais, além dos que alguns grandes nomes da música angolana chegaram.

Emocionalmente , como se têm preparado no caso de não conseguirem lá chegar, algo que não desejamos que aconteça? 

Para nós, não existe o “se”. Nós vamos alcançar e apenas temos isso na cabeça. Ou alcançamos ou alcançamos não temos plano B.

Em que patamar querem estar daqui a 5 anos?

Daqui a 5 anos ou menos, nos verão nos maiores palcos lusófonos e não só. 

Com que artistas angolanos tanto gostariam de trabalhar?

Se formos a citar aqui a lista será bastante vasta, mas para dizer que uma a gente já fez que foi a Jakylsa. Mas para destacar : Anselmo Ralph, Big Nelo, Ana Joyce e Bruna Tatiana.

A propósito, quem compõe as músicas do quarteto?

As nossas músicas são um trabalho de equipa, mas com destaque para o nosso director artístico Head. Ele escreve e mostra-nos para uma análise geral e a gente também escreve e depois mostramos para ter uma aprovação dele.

Há muito optimismo no vosso discurso, em que se baseiam essas crenças? 

Temos talento e o mercado precisa de vozes como as nossas, sem desprimor aos grandes músicos que já existem na nossa praça, são uma motivação para nós.

Para este ano quais serão as grandes novidades? 

O grupo está em estúdio a preparar o primeiro EP com sete músicas, que sairá pelo ano. Ainda não pensamos no título. 

Que palco tanto desejavam pisar? 

Temos dois palcos. O primeiro é o Cine Ginásio, no Uíge. Sonhamos com um show nosso com a casa totalmente lotada. Na arena internacional, sonhamos pisar no Festivel Coachella.

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